terça-feira, 15 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
Namorar é muito bom!

O namoro é uma grande conquista antes do casamento
Penso que toda pessoa deva ter alguém na vida para partilhar as suas alegrias e tristezas, conversar, brincar, descontrair-se. Algumas escolhem ter muitos amigos e por isso colocam nestas relacões de amizade estas possibilidades de partilha. Mas além dos amigos, outras se sentem atraídas por alguém em especial, que lhes causa certo desejo de estarem juntos, brotando sentimentos e emoções imotivadas quando se encontram, os olhos brilham, o coração bate mais forte: acontece o enamoramento, primeiro sintoma de um amor que pode amadurecer até um casamento feliz. Isso leva tempo e é preciso explorar bem todas essas emoções, cruzar isso com a razão, polvilhar com muito diálogo e uma partilha aberta e irrestrita de vida. A isso tudo podemos chamar de namoro, uma fase a vida de quem é chamado a viver com alguém, que começa e nunca termina, pois ao terminar o namoro, acabou o amor.
Muitos casamentos entram em crises profundas pela falta de namoro. Pensam que depois que estão casados, portanto, morando juntos, isso ficou para trás. Mas é exatamente o contrário, a fase mais extraordinária do namoro é o casamento. O matrimônio proporciona a melhor hora de namorar e namorar muito se os cônjuges buscam ocasiões para estarem juntos e apreciarem a presença um do outro, passear e conversar muito, fazer planos para o futuro e para os filhos, descontrair, beijar e amar-se profundamente.
Essa é uma leitura amadurecida de um relacionamento que não deixou as dificuldades próprias da vida colocarem sombras sobre toda luz que emana de duas pessoas que se amam, que cultivaram este amor e que querem crescer juntas e terem uma vida cheia de sentido e prazer. O prazer, sobretudo o sexual, é uma graça própria do sacramento do matrimônio, fonte de alegria, como diz a Encíclica Casti Connubbi, do Papa Pio XI, a qual citei em outro artigo sobre castidade conjugal (você pode ler neste Blog).
O namoro é uma grande conquista antes do casamento e depois do casamento. Podemos até fazer comparação com o amor de Deus, que é um amor apaixonado. Estamos chegando no Dia dos Namorados e eu quero convocar os casados a reconquistarem as suas esposas ou seus maridos, convidando-os a retomarem urgentemente o namoro. Namorar é tão bom que eleva a alma a Deus, produz efeitos positivos na saúde física e psíquica da pessoa. O amor começa no namoro e tende a acabar quando o namoro para. É tempo de retomada, caprichem!
Se você não é casado ainda, e não tem namorado(a), busque a pessoa certa, o que não quer dizer perfeita, e não tenha medo de namorar, deixando o sexo para depois do casamento. A pessoa é construída pelo amor que lhe damos, se ela for receptiva. O amor nasce de encontros, de olhares, perca o medo e deixe-se levar pelas emoções, invista e insista nos sentimentos.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
O Mundo dá Voltas.
Como será o mundo de amanhã? O que estamos construindo? Será que temos agido com a consciência necessária para construir um mundo melhor? Ou estamos deixando tudo ao “Deus dará”, achando que nada podemos fazer para melhorar o mundo, ou pensando que não temos responsabilidade sobre o que temos feito.
Selecionei um vídeo que quero dividir com você. É um vídeo de apresentação para o Serviço de Consultoria em Responsabilidade Social Empresarial do SESI. O roteiro é da Aliança Comunicação e a produção é da empresa Quadro a Quadro:
Como pessoa, faça o seu melhor e esteja presente em ações que tornem o mundo mais agradável de viver. Como profissional, seja cuidadoso e responsável em tudo o que fizer. Como empresário, preste o melhor dos serviços para seus clientes e tenha sempre o objetivo de deixar um legado digno e respeitável para este mundo.
Pense um pouco sobre isso!
Um abraço,
Roberto Shinyashiki
Selecionei um vídeo que quero dividir com você. É um vídeo de apresentação para o Serviço de Consultoria em Responsabilidade Social Empresarial do SESI. O roteiro é da Aliança Comunicação e a produção é da empresa Quadro a Quadro:
Como pessoa, faça o seu melhor e esteja presente em ações que tornem o mundo mais agradável de viver. Como profissional, seja cuidadoso e responsável em tudo o que fizer. Como empresário, preste o melhor dos serviços para seus clientes e tenha sempre o objetivo de deixar um legado digno e respeitável para este mundo.
Pense um pouco sobre isso!
Um abraço,
Roberto Shinyashiki
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Transforme o drama em um trampolim

Quando ocorrem mais baixos do que altos na vida, o mais fácil é esmorecer.
No entanto, há quem reúna até as forças que não tem para se reerguer.
Em uma das minha viagens à Índia, encontrei o ambiente diferente. O país vivia a comoção da tragédia do tsunami, ocorrida um mês antes. Aquele sofrimento me tocou e achei que deveria ajudar. Fui a Phuket, na Tailândia, uma das regiões afetadas, e me hospedei no mesmo hotel que apareceu nos telejornais sendo invadido pelas águas. Agora, funcionava razoavelmente bem. Vi casas destruídas, jardins arrasados e centenas de árvores arrancadas. Entretanto, a lama já havia sido retirada e certa limpeza reinava. Restaurantes estavam abertos com avisos nas portas pedindo desculpas por não oferecerem a qualidade de sempre. Haveria um show da MTV tailandesa com os artistas mais importantes do país, cuja renda seria destinada às vítimas e à reconstrução de toda a região. Comida, artesanato e brinquedos eram vendidos.
O vice-prefeito da cidade me mostrou o plano emergencial de recuperação. Nos primeiros dias, a prioridade foi salvar vidas. As companhias aéreas tailandesas transportaram gratuitamente de volta para casa os turistas. Perguntei como poderia colaborar e ele me olhou firmemente e disse: “Fale da beleza deste lugar às pessoas que encontrar. Conte como lutamos para reconstruir as nossas vidas”.
A dor dos tailandeses não os impediu de enfrentar a tragédia. Na Índia, o povo deixou-se levar por ela e demorava para reagir. Na volta ao Brasil, pensei na diferença de atitude entre esses dois povos. Não tenho o direito de julgar o sofrimento de ninguém. Analiso levando em conta apenas as reações dos habitantes de cada país atingido pelo tsunami. Por que os tailandeses foram rápidos, e os indianos, passivos?
Transferi a reflexão para a nossa vida. Às vezes, tudo dá errado. Você monta seu consultório com capricho, sofre para pagar equipamentos e, nos primeiros meses, quase nenhum paciente aparece. Batalha para fechar uma venda, mas o cliente assina contrato com outro fornecedor. Prepara uma aula fantástica para os alunos e eles nem prestam atenção. Numa situação assim, há dois caminhos: permitir que o problema lhe paralise ou fazer do drama um trampolim. Vá na segunda alternativa.
Use a “regra 10 para 1”
Não adianta se torturar com uma autocrítica feroz. Convide o seu companheiro(a) para sair. Se até o romance acabou, chame os amigos mais divertidos, fale sobre outros assuntos, paquere bastante. Mirar o futuro é a melhor maneira de esquecer o passado. No dia seguinte, pratique a “regra 10 para 1”. Para cada coisa que não deu certo, faça dez para dar certo.
Hoje, eu me dou ao luxo de escolher meus clientes. No começo, não foi assim. Ocorreu de eu organizar um seminário para 30 pessoas e haver apenas 3 inscritos. Quase desisti. No entanto, usei a “regra do 10 para 1”. Para cada cancelamento, dei dez telefonemas. Liguei para amigos e familiares pedindo indicações de possíveis participantes. A sala quase lotou.
Todos nós nos sentimos na última colocação em algum momento. Contudo, o perdedor fica olhando para o que perdeu, enquanto o vencedor chora, levanta a cabeça e volta à luta. Por pior que seja a situação, comece a fazer planos para o futuro e converse sobre eles com as pessoas mais próximas. Se olhar para a frente, não vai deixar que um fracasso atrapalhe seu projeto de ser feliz.
Roberto Shinyashiki
É psiquiatra e autor de diversos best-sellers, como O sucesso é ser feliz.
Artigos: www.shinyashiki.com.br
segunda-feira, 7 de junho de 2010
O Pequeno Principe
E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita…
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer “cativar”?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer “cativar”?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa “criar laços…”
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor… eu creio que ela me cativou…
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra…
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor… cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto…
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse…
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele…
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…
- Eu sou responsável pela minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita…
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer “cativar”?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer “cativar”?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa “criar laços…”
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor… eu creio que ela me cativou…
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra…
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor… cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto…
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse…
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele…
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…
- Eu sou responsável pela minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
mor

"... O amor é o vínculo da perfeição..." (Colossenses 3:14)
Aproveitando o mês de Junho, quando se comemora o dia dos namorados, vamos refletir um pouquinho sobre o "AMOR" que tanto as pessoas buscam encontrar.
Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado.Tem algum médico aí??
Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho, amigo etc. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito, amizade e lealdade. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência. É preciso que haja Deus na vida de uma casal.
Amor, só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações.
Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.
Amar, só, é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra ou posicólogo (recomendo Jesus Cristo). Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando a longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, “solamente”, não basta.
Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande mas não é dois. É preciso convocar Jesus Cristo e uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio, sozinho não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!
FELIZ DIA DOS NAMORADOS
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Dicas para escolher o presente certo no Dia dos Namorados
A criatividade e o romantismo são os diferenciais dos presente
Busca
Saiba mais na Internet sobre:
Faça sua pesquisa na Internet:
Faltam pouco para o Dia dos Namorados e você ainda não sabe o que dar para o seu amor? Por mais intimidade que se tenha, por mais que um conheça o outro, a escolha do presente é sempre preocupante.
Segundo Heloísa Sundfeld, diretora da Help Personal Assistant, empresa que presta consultoria e assistência pessoal para pessoas que têm dificuldade com o tempo no dia-a-dia, algumas dicas podem facilitar a escolha dos presentes e agradar tanto a eles quanto a elas.
"A data é muito íntima, deve-se pensar com muito carinho no presente, que não precisa necessariamente ser caro. Muitas vezes cometemos o erro de comprar um artigo de grife, caríssimo, e que não tem nada a ver com a pessoa", alerta Heloísa. Um cartão com palavras sinceras e românticas pode fazer a diferença em um presente simples.
Ainda de acordo com Heloísa, o ideal na hora da escolha é prestar atenção nas dicas que o namorado ou a namorada possam dar no dia-a-dia e buscar opções que possam ser exatamente o que a outra pessoa gostaria de ganhar. "Assim não tem como errar, a escolha será perfeita", afirma.
"É muito importante que a própria pessoa vá comprar o presente, não se deve delegar essa função para parentes, amigos ou mesmo empregados", pontua Heloísa.
Presentear a namorada ou o namorado com um utensílio doméstico, por exemplo, é um erro grave. "Esta é uma data romântica e um objeto para a casa é prático, tanto no conceito de uso como no de criatividade", diz Heloísa.
Uma dica é preparar um jantar especial com o prato preferido da pessoa e uma sobremesa sensacional. "Se um dos dois mora sozinho, melhor ainda. Uma mesa caprichada, bem decorada com ambiente a luz de velas não tem quem resista", explica a consultora.
Para as mulheres, a variedade é muito grande. O importante é o carinho colocado no presente no momento da compra. Há várias opções de jóias, roupas, que vão desde peças para ir à academia até aquela lingerie super sexy. Só depende do homem escolher o que a namorada gostará mais.
Para eles a variedade de objetos pessoais é bem menor, mas sempre é possível acertar e surpreender. É só ficar atenta aos comentários. O objeto de desejo pode ser uma calça, camisa, um sapato, ou aquela pasta especial para o trabalho que ele não comprou por achar que poderia gastar o dinheiro em uma outra coisa mais útil. Essa é a hora de agradar o namorado com algo que ele realmente deseja.
Dicas para facilitar a escolha dos presentes
1) É preciso prestar atenção nas "dicas" que o (a) namorado (a) pode dar nos dias antecedentes à data
2) A criatividade e o romantismo são os grandes diferenciais na escolha do presente
3) Artigos de grife não garantem que a pessoa vá gostar do que ganhou
4) Um cartão com palavras sinceras e românticas pode fazer a diferença em um presente simples.
5) Preparar um jantar especial com a comida preferida do namorado ou da namorada é uma boa opção para quem não quer ou não pode gastar muito dinheiro
6) Por ser uma data muito íntima, presentes como objetos domésticos devem ser evitados
7) Não se deve delegar a função da compra do presente para terceiros
8) O importante é o carinho colocado na hora da compra
9) As sugestões de presentes para mulheres são brincos, anéis, pulseiras, relógios, podem ser jóias, semi-jóias ou mesmo bijuterias, roupas, artigos de academia e até mesmo lingeries.
10) Para os homens o objeto de desejo pode ser uma calça, camisa, um sapato, ou aquela pasta especial para o trabalho que ele não comprou por achar que poderia gastar o dinheiro em uma outra coisa mais útil.
Serviço:
Help Personal Assistant
www.personalassistant.com.br
Busca
Saiba mais na Internet sobre:
Faça sua pesquisa na Internet:
Faltam pouco para o Dia dos Namorados e você ainda não sabe o que dar para o seu amor? Por mais intimidade que se tenha, por mais que um conheça o outro, a escolha do presente é sempre preocupante.
Segundo Heloísa Sundfeld, diretora da Help Personal Assistant, empresa que presta consultoria e assistência pessoal para pessoas que têm dificuldade com o tempo no dia-a-dia, algumas dicas podem facilitar a escolha dos presentes e agradar tanto a eles quanto a elas.
"A data é muito íntima, deve-se pensar com muito carinho no presente, que não precisa necessariamente ser caro. Muitas vezes cometemos o erro de comprar um artigo de grife, caríssimo, e que não tem nada a ver com a pessoa", alerta Heloísa. Um cartão com palavras sinceras e românticas pode fazer a diferença em um presente simples.
Ainda de acordo com Heloísa, o ideal na hora da escolha é prestar atenção nas dicas que o namorado ou a namorada possam dar no dia-a-dia e buscar opções que possam ser exatamente o que a outra pessoa gostaria de ganhar. "Assim não tem como errar, a escolha será perfeita", afirma.
"É muito importante que a própria pessoa vá comprar o presente, não se deve delegar essa função para parentes, amigos ou mesmo empregados", pontua Heloísa.
Presentear a namorada ou o namorado com um utensílio doméstico, por exemplo, é um erro grave. "Esta é uma data romântica e um objeto para a casa é prático, tanto no conceito de uso como no de criatividade", diz Heloísa.
Uma dica é preparar um jantar especial com o prato preferido da pessoa e uma sobremesa sensacional. "Se um dos dois mora sozinho, melhor ainda. Uma mesa caprichada, bem decorada com ambiente a luz de velas não tem quem resista", explica a consultora.
Para as mulheres, a variedade é muito grande. O importante é o carinho colocado no presente no momento da compra. Há várias opções de jóias, roupas, que vão desde peças para ir à academia até aquela lingerie super sexy. Só depende do homem escolher o que a namorada gostará mais.
Para eles a variedade de objetos pessoais é bem menor, mas sempre é possível acertar e surpreender. É só ficar atenta aos comentários. O objeto de desejo pode ser uma calça, camisa, um sapato, ou aquela pasta especial para o trabalho que ele não comprou por achar que poderia gastar o dinheiro em uma outra coisa mais útil. Essa é a hora de agradar o namorado com algo que ele realmente deseja.
Dicas para facilitar a escolha dos presentes
1) É preciso prestar atenção nas "dicas" que o (a) namorado (a) pode dar nos dias antecedentes à data
2) A criatividade e o romantismo são os grandes diferenciais na escolha do presente
3) Artigos de grife não garantem que a pessoa vá gostar do que ganhou
4) Um cartão com palavras sinceras e românticas pode fazer a diferença em um presente simples.
5) Preparar um jantar especial com a comida preferida do namorado ou da namorada é uma boa opção para quem não quer ou não pode gastar muito dinheiro
6) Por ser uma data muito íntima, presentes como objetos domésticos devem ser evitados
7) Não se deve delegar a função da compra do presente para terceiros
8) O importante é o carinho colocado na hora da compra
9) As sugestões de presentes para mulheres são brincos, anéis, pulseiras, relógios, podem ser jóias, semi-jóias ou mesmo bijuterias, roupas, artigos de academia e até mesmo lingeries.
10) Para os homens o objeto de desejo pode ser uma calça, camisa, um sapato, ou aquela pasta especial para o trabalho que ele não comprou por achar que poderia gastar o dinheiro em uma outra coisa mais útil.
Serviço:
Help Personal Assistant
www.personalassistant.com.br
Dicas para escolher o presente certo no Dia dos Namorados

A criatividade e o romantismo são os diferenciais dos presente
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Faltam pouco para o Dia dos Namorados e você ainda não sabe o que dar para o seu amor? Por mais intimidade que se tenha, por mais que um conheça o outro, a escolha do presente é sempre preocupante.
Segundo Heloísa Sundfeld, diretora da Help Personal Assistant, empresa que presta consultoria e assistência pessoal para pessoas que têm dificuldade com o tempo no dia-a-dia, algumas dicas podem facilitar a escolha dos presentes e agradar tanto a eles quanto a elas.
"A data é muito íntima, deve-se pensar com muito carinho no presente, que não precisa necessariamente ser caro. Muitas vezes cometemos o erro de comprar um artigo de grife, caríssimo, e que não tem nada a ver com a pessoa", alerta Heloísa. Um cartão com palavras sinceras e românticas pode fazer a diferença em um presente simples.
Ainda de acordo com Heloísa, o ideal na hora da escolha é prestar atenção nas dicas que o namorado ou a namorada possam dar no dia-a-dia e buscar opções que possam ser exatamente o que a outra pessoa gostaria de ganhar. "Assim não tem como errar, a escolha será perfeita", afirma.
"É muito importante que a própria pessoa vá comprar o presente, não se deve delegar essa função para parentes, amigos ou mesmo empregados", pontua Heloísa.
Presentear a namorada ou o namorado com um utensílio doméstico, por exemplo, é um erro grave. "Esta é uma data romântica e um objeto para a casa é prático, tanto no conceito de uso como no de criatividade", diz Heloísa.
Uma dica é preparar um jantar especial com o prato preferido da pessoa e uma sobremesa sensacional. "Se um dos dois mora sozinho, melhor ainda. Uma mesa caprichada, bem decorada com ambiente a luz de velas não tem quem resista", explica a consultora.
Para as mulheres, a variedade é muito grande. O importante é o carinho colocado no presente no momento da compra. Há várias opções de jóias, roupas, que vão desde peças para ir à academia até aquela lingerie super sexy. Só depende do homem escolher o que a namorada gostará mais.
Para eles a variedade de objetos pessoais é bem menor, mas sempre é possível acertar e surpreender. É só ficar atenta aos comentários. O objeto de desejo pode ser uma calça, camisa, um sapato, ou aquela pasta especial para o trabalho que ele não comprou por achar que poderia gastar o dinheiro em uma outra coisa mais útil. Essa é a hora de agradar o namorado com algo que ele realmente deseja.
Dicas para facilitar a escolha dos presentes
1) É preciso prestar atenção nas "dicas" que o (a) namorado (a) pode dar nos dias antecedentes à data
2) A criatividade e o romantismo são os grandes diferenciais na escolha do presente
3) Artigos de grife não garantem que a pessoa vá gostar do que ganhou
4) Um cartão com palavras sinceras e românticas pode fazer a diferença em um presente simples.
5) Preparar um jantar especial com a comida preferida do namorado ou da namorada é uma boa opção para quem não quer ou não pode gastar muito dinheiro
6) Por ser uma data muito íntima, presentes como objetos domésticos devem ser evitados
7) Não se deve delegar a função da compra do presente para terceiros
8) O importante é o carinho colocado na hora da compra
9) As sugestões de presentes para mulheres são brincos, anéis, pulseiras, relógios, podem ser jóias, semi-jóias ou mesmo bijuterias, roupas, artigos de academia e até mesmo lingeries.
10) Para os homens o objeto de desejo pode ser uma calça, camisa, um sapato, ou aquela pasta especial para o trabalho que ele não comprou por achar que poderia gastar o dinheiro em uma outra coisa mais útil.
Serviço:
Help Personal Assistant
www.personalassistant.com.br
A alegria de estar junto
Pertencer e estar integrado ao lugar onde você trabalha, mora ou se diverte garante equilíbrio emocional e dá sentido até às atividades mais simples. Agora você vai conhecer gente que sentiu a força transformadora de acolher e de ser acolhido.
Um ser humano precisa de outro para sobreviver. Essa afirmação não é exagerada, pois você faz parte de vários grupos diferentes: no trabalho, na família, na igreja, no clube, na vizinhança, na escola, quase todas as atividades do dia-a-dia envolvem a convivência com outras pessoas. Esse instinto de pertencer a um grupo foi esquematizado na década de 50 pelo psicólogo americano Abraham Maslow. Segundo ele, primeiro temos de satisfazer nossas necessidades fisiológicas (comer, beber, respirar), depois as de segurança (ter casa, roupas) e, em terceiro lugar, está o conforto do pertencimento, isto é, o bem-estar de perceber-se integrado, adaptado, acolhido. Só então estamos aptos a desenvolver a capacidade de aprender e ter atividades que incluam nossos semelhantes.
MÚLTIPLAS POSSIBILIDADES
Consegue se sentir melhor quem identifica os valores de cada grupo e se adapta a eles e, a quanto mais grupos a pessoa pertencer, mais facilidade terá para se sentir acolhida. O consultor de desenvolvimento humano Eugênio Mussak, também formado em medicina e biologia, usa o futebol para explicar isso. "Existem pessoas que têm relações ruins em casa e no trabalho e que se apegam muito ao futebol. Quando seu time perde, perdem também seu ponto de referência mais importante. Por isso, às vezes torcedores saem quebrando tudo. Porém, se eu pertenço à minha família, à minha universidade, às empresas onde dou palestras, aos grupos de amigos, de parceiros de trabalho, quando o time perde, minha vida não muda. Pois pertenço a tantas turmas que, quando uma delas falha, não faz mal, tenho outros pontos de apoio emocional", diz o consultor.
Além dos aspectos individuais, pertencer a um grupo pode gerar iniciativas que beneficiam e incluem muita gente. O arquiteto Roberto Loeb, de São Paulo, por exemplo, engajou-se em projetos voluntários. "Há cerca de dez anos, dedico uma parte do meu tempo a projetos sociais, que pretendem dar acolhimento digno a pessoas muito carentes, para que se recuperem e possam voltar a participar da sociedade. Um deles é o Projeto Anchieta, que prevê a construção de moradias e centros de educação e lazer em um terreno de 240 mil m2 no bairro de Capela do Socorro, na Zona Sul da capital paulista. Atualmente, o projeto funciona de maneira provisória, atendendo a 300 crianças da região", conta ele.
Também com colegas do escritório, Loeb está criando um galpão para tornar mais digna a vida dos moradores de rua. É o Projeto Boracéa, encampado pela prefeitura de São Paulo. "Fiz vários encontros com as pessoas que usarão o abrigo e projetei o espaço para atender a suas necessidades. Por exemplo, a área reservada para os carrinheiros é dividida em vagas onde poderão se acomodar com seu carrinho e seu cachorro, que geralmente é o único ser com quem mantêm um laço afetivo. Depois, vamos criar oficinas profissionalizantes. Acredito que a convivência no abrigo possa reestruturar a auto-estima, para que as pessoas voltem a viver em sociedade", conclui Loeb.
A seguir a história de outros acolhidos e acolhedores.
É bom ter com quem contar
Denise Ferreri, 23 anos, estudante de administração e marketing, com freqüência precisa sair mais cedo da aula para ir encontrar seus amigos jipeiros, senão ela fica triste.
Há cerca de um ano, Denise é uma participante ativa do grupo JipeNet, que tem lista de discussão na internet e reuniões ao vivo em São Paulo, toda quinta-feira à noite. Durante as horas supercurtidas por todos, eles discutem equipamentos e combinam as trilhas que farão no fim de semana. "Eu tenho um jipe. Cheguei ao grupo porque fui buscar informações sobre equipamentos, mas descobri muito mais: um companheirismo e um respeito difíceis de encontrar", conta.
Ela, que é solteira e não tem namorado, sentiu-se à vontade entre pessoas que já são mais maduras, têm família e estão ali só mesmo para falar de jipes e passeios. Fora do grupo, é difícil encontrar quem entenda por que ela gosta de se enfiar no mato e chegar em casa coberta de lama. "No começo, achavam que eu estava lá de brincadeira porque a maior parte das mulheres vai por causa do companheiro. Mas logo me enturmei", lembra Denise. "O melhor é saber que tenho um grupo em quem confiar, no qual há solidariedade e nenhuma competição. A estrada pode ser difícil, mas a gente sabe que sempre vai ter com quem contar", conclui.
Ter amigos melhora a rotina
A administradora de empresas Regina Barretto Moore, 29 anos, casou-se com o americano John em 1997 e mudou-se para os Estados Unidos. A adaptação não foi fácil. "Quando cheguei, fui morar bem no norte do país. Era uma cidade pequena, fazia muito frio, e eu ficava sozinha a maior parte do tempo. Fiz um curso de preparação para o MBA, mas só havia asiáticos na sala e eu não me enturmei. Busquei um grupo de trabalho voluntário e ali conheci outras pessoas da América Latina, que tinham mais a ver comigo, e consegui me integrar melhor", conta. Depois, Regina foi morar em Miami, ao sul, e de novo precisou achar sua turma. Entrou na universidade e se deu bem com os colegas estrangeiros. Mas, depois que o curso acabou, eles voltaram para seus países e ela sentiu falta de companhia de novo.
Com um filho pequeno, começou a freqüentar um grupo de mães que se reúnem para falar sobre o desenvolvimento infantil. "Claro que não vou lá só para conversar sobre a maternidade, mas para ter a companhia de gente em situação parecida com a minha. Organizamos passeios e saímos juntas durante a semana. Sem fazer parte de um grupo como esse seria difícil me sentir bem tão longe de meu país", diz.
Reunir as pessoas em torno de objetivos comuns
Quando não existe um grupo que atenda a suas necessidades, é possível criar um. Vera Mazzola, 53 anos, professora aposentada, é muito comunicativa, conhece a vizinhança e era voluntária na igreja do bairro. Há dois anos, precisou reduzir suas atividades fora de casa para cuidar da mãe doente. Mas nem por isso ficou isolada.
Vera mora em um prédio na Zona Oeste de São Paulo e, insatisfeita com a decoração do hall de entrada, juntou-se a outra moradora e convocou uma reunião para discutir o assunto. Uma dezena de vizinhas compareceu ao primeiro encontro. Apesar de concluírem que não tinham dinheiro para as mudanças, ao ver toda aquela gente junta Vera viu a oportunidade de formar um grupo dentro do prédio e fazer melhorias, como uma brinquedoteca ou a implantação do programa de reciclagem de lixo. Elas se reúnem uma vez por mês, e Vera organiza tudo: coloca no computador as pautas e as atas dos encontros e encarrega-se de colocar mensagens de incentivo todos os dias no elevador. Além disso, todas estão sempre atentas ao afeto. "Mandamos flores quando uma das moradoras perdeu o marido, por exemplo. Quero que as pessoas se sintam acolhidas aqui e que haja espaço para a amizade", conta.
A convivência eleva a auto-estima
Há três anos, Delaine Romano coordena a oficina de reciclagem de papel e produtos da Coopamare, uma cooperativa de catadores autônomos de papel e materiais recicláveis, da capital paulista. É um curso de capacitação profissional para filhos dos catadores, jovens de 16 a 21 anos. Durante cinco meses, cinco dias por semana, enquanto aprendem a fazer objetos de papel reciclado, eles treinam a convivência em grupo. "Chegam tímidos, com idéia de que não servem para nada e que só dão despesas aos pais. Mesmo tendo família e freqüentando a escola, não costumam ter outra atividade. Com a convivência, passam a se preocupar uns com os outros, descobrem talentos, aprendem a participar de atividades sociais", conta a professora.
Os jovens saem do curso com a auto-estima elevada, orgulhosos por terem aprendido a fazer algo, alguns viram monitores da oficina. "Quando fiz o curso, em 2000, era quieta e me achava incapaz de fazer os objetos de papel, achava que nunca conseguiria e hoje isso é uma terapia", diz a monitora Iasame Alves Campos, 18 anos.
Mais segurança e companheirismo
Encontrar gente com os mesmos interesses pode acontecer de maneira espontânea. Como ocorreu na vida de Willian Cruz, 28 anos, gerente de informática. Há alguns anos, resgatou uma paixão de infância - andar de bicicleta - e começou a fazer passeios noturnos, às vezes com um colega de trabalho, mas quase sempre sozinho. Até que cruzou com um grupo de ciclistas, todos de capacete como ele, e se aproximou. Era o Starbikers, que se reúne para pedalar à noite em São Paulo. A partir daquele dia, o passatempo de Willian nunca mais foi solitário, hoje pratica seu hobby acompanhado de 20 a 40 pessoas. "Andar de bicicleta em São Paulo não é muito seguro, porém em um grupo grande dá para cruzar o Centro, passando pelo vale do Anhangabaú e pela praça da Sé, sem nenhum problema de assalto", explica Willian. "E o companheirismo também conta muito. Os ciclistas não são muito bem compreendidos nem pelos carros nem pelos pedestres. É bom estar acompanhado de pessoas que falam a mesma língua."
TEXTO: Ana Ban / Cláudia Cruz
Um ser humano precisa de outro para sobreviver. Essa afirmação não é exagerada, pois você faz parte de vários grupos diferentes: no trabalho, na família, na igreja, no clube, na vizinhança, na escola, quase todas as atividades do dia-a-dia envolvem a convivência com outras pessoas. Esse instinto de pertencer a um grupo foi esquematizado na década de 50 pelo psicólogo americano Abraham Maslow. Segundo ele, primeiro temos de satisfazer nossas necessidades fisiológicas (comer, beber, respirar), depois as de segurança (ter casa, roupas) e, em terceiro lugar, está o conforto do pertencimento, isto é, o bem-estar de perceber-se integrado, adaptado, acolhido. Só então estamos aptos a desenvolver a capacidade de aprender e ter atividades que incluam nossos semelhantes.
MÚLTIPLAS POSSIBILIDADES
Consegue se sentir melhor quem identifica os valores de cada grupo e se adapta a eles e, a quanto mais grupos a pessoa pertencer, mais facilidade terá para se sentir acolhida. O consultor de desenvolvimento humano Eugênio Mussak, também formado em medicina e biologia, usa o futebol para explicar isso. "Existem pessoas que têm relações ruins em casa e no trabalho e que se apegam muito ao futebol. Quando seu time perde, perdem também seu ponto de referência mais importante. Por isso, às vezes torcedores saem quebrando tudo. Porém, se eu pertenço à minha família, à minha universidade, às empresas onde dou palestras, aos grupos de amigos, de parceiros de trabalho, quando o time perde, minha vida não muda. Pois pertenço a tantas turmas que, quando uma delas falha, não faz mal, tenho outros pontos de apoio emocional", diz o consultor.
Além dos aspectos individuais, pertencer a um grupo pode gerar iniciativas que beneficiam e incluem muita gente. O arquiteto Roberto Loeb, de São Paulo, por exemplo, engajou-se em projetos voluntários. "Há cerca de dez anos, dedico uma parte do meu tempo a projetos sociais, que pretendem dar acolhimento digno a pessoas muito carentes, para que se recuperem e possam voltar a participar da sociedade. Um deles é o Projeto Anchieta, que prevê a construção de moradias e centros de educação e lazer em um terreno de 240 mil m2 no bairro de Capela do Socorro, na Zona Sul da capital paulista. Atualmente, o projeto funciona de maneira provisória, atendendo a 300 crianças da região", conta ele.
Também com colegas do escritório, Loeb está criando um galpão para tornar mais digna a vida dos moradores de rua. É o Projeto Boracéa, encampado pela prefeitura de São Paulo. "Fiz vários encontros com as pessoas que usarão o abrigo e projetei o espaço para atender a suas necessidades. Por exemplo, a área reservada para os carrinheiros é dividida em vagas onde poderão se acomodar com seu carrinho e seu cachorro, que geralmente é o único ser com quem mantêm um laço afetivo. Depois, vamos criar oficinas profissionalizantes. Acredito que a convivência no abrigo possa reestruturar a auto-estima, para que as pessoas voltem a viver em sociedade", conclui Loeb.
A seguir a história de outros acolhidos e acolhedores.
É bom ter com quem contar
Denise Ferreri, 23 anos, estudante de administração e marketing, com freqüência precisa sair mais cedo da aula para ir encontrar seus amigos jipeiros, senão ela fica triste.
Há cerca de um ano, Denise é uma participante ativa do grupo JipeNet, que tem lista de discussão na internet e reuniões ao vivo em São Paulo, toda quinta-feira à noite. Durante as horas supercurtidas por todos, eles discutem equipamentos e combinam as trilhas que farão no fim de semana. "Eu tenho um jipe. Cheguei ao grupo porque fui buscar informações sobre equipamentos, mas descobri muito mais: um companheirismo e um respeito difíceis de encontrar", conta.
Ela, que é solteira e não tem namorado, sentiu-se à vontade entre pessoas que já são mais maduras, têm família e estão ali só mesmo para falar de jipes e passeios. Fora do grupo, é difícil encontrar quem entenda por que ela gosta de se enfiar no mato e chegar em casa coberta de lama. "No começo, achavam que eu estava lá de brincadeira porque a maior parte das mulheres vai por causa do companheiro. Mas logo me enturmei", lembra Denise. "O melhor é saber que tenho um grupo em quem confiar, no qual há solidariedade e nenhuma competição. A estrada pode ser difícil, mas a gente sabe que sempre vai ter com quem contar", conclui.
Ter amigos melhora a rotina
A administradora de empresas Regina Barretto Moore, 29 anos, casou-se com o americano John em 1997 e mudou-se para os Estados Unidos. A adaptação não foi fácil. "Quando cheguei, fui morar bem no norte do país. Era uma cidade pequena, fazia muito frio, e eu ficava sozinha a maior parte do tempo. Fiz um curso de preparação para o MBA, mas só havia asiáticos na sala e eu não me enturmei. Busquei um grupo de trabalho voluntário e ali conheci outras pessoas da América Latina, que tinham mais a ver comigo, e consegui me integrar melhor", conta. Depois, Regina foi morar em Miami, ao sul, e de novo precisou achar sua turma. Entrou na universidade e se deu bem com os colegas estrangeiros. Mas, depois que o curso acabou, eles voltaram para seus países e ela sentiu falta de companhia de novo.
Com um filho pequeno, começou a freqüentar um grupo de mães que se reúnem para falar sobre o desenvolvimento infantil. "Claro que não vou lá só para conversar sobre a maternidade, mas para ter a companhia de gente em situação parecida com a minha. Organizamos passeios e saímos juntas durante a semana. Sem fazer parte de um grupo como esse seria difícil me sentir bem tão longe de meu país", diz.
Reunir as pessoas em torno de objetivos comuns
Quando não existe um grupo que atenda a suas necessidades, é possível criar um. Vera Mazzola, 53 anos, professora aposentada, é muito comunicativa, conhece a vizinhança e era voluntária na igreja do bairro. Há dois anos, precisou reduzir suas atividades fora de casa para cuidar da mãe doente. Mas nem por isso ficou isolada.
Vera mora em um prédio na Zona Oeste de São Paulo e, insatisfeita com a decoração do hall de entrada, juntou-se a outra moradora e convocou uma reunião para discutir o assunto. Uma dezena de vizinhas compareceu ao primeiro encontro. Apesar de concluírem que não tinham dinheiro para as mudanças, ao ver toda aquela gente junta Vera viu a oportunidade de formar um grupo dentro do prédio e fazer melhorias, como uma brinquedoteca ou a implantação do programa de reciclagem de lixo. Elas se reúnem uma vez por mês, e Vera organiza tudo: coloca no computador as pautas e as atas dos encontros e encarrega-se de colocar mensagens de incentivo todos os dias no elevador. Além disso, todas estão sempre atentas ao afeto. "Mandamos flores quando uma das moradoras perdeu o marido, por exemplo. Quero que as pessoas se sintam acolhidas aqui e que haja espaço para a amizade", conta.
A convivência eleva a auto-estima
Há três anos, Delaine Romano coordena a oficina de reciclagem de papel e produtos da Coopamare, uma cooperativa de catadores autônomos de papel e materiais recicláveis, da capital paulista. É um curso de capacitação profissional para filhos dos catadores, jovens de 16 a 21 anos. Durante cinco meses, cinco dias por semana, enquanto aprendem a fazer objetos de papel reciclado, eles treinam a convivência em grupo. "Chegam tímidos, com idéia de que não servem para nada e que só dão despesas aos pais. Mesmo tendo família e freqüentando a escola, não costumam ter outra atividade. Com a convivência, passam a se preocupar uns com os outros, descobrem talentos, aprendem a participar de atividades sociais", conta a professora.
Os jovens saem do curso com a auto-estima elevada, orgulhosos por terem aprendido a fazer algo, alguns viram monitores da oficina. "Quando fiz o curso, em 2000, era quieta e me achava incapaz de fazer os objetos de papel, achava que nunca conseguiria e hoje isso é uma terapia", diz a monitora Iasame Alves Campos, 18 anos.
Mais segurança e companheirismo
Encontrar gente com os mesmos interesses pode acontecer de maneira espontânea. Como ocorreu na vida de Willian Cruz, 28 anos, gerente de informática. Há alguns anos, resgatou uma paixão de infância - andar de bicicleta - e começou a fazer passeios noturnos, às vezes com um colega de trabalho, mas quase sempre sozinho. Até que cruzou com um grupo de ciclistas, todos de capacete como ele, e se aproximou. Era o Starbikers, que se reúne para pedalar à noite em São Paulo. A partir daquele dia, o passatempo de Willian nunca mais foi solitário, hoje pratica seu hobby acompanhado de 20 a 40 pessoas. "Andar de bicicleta em São Paulo não é muito seguro, porém em um grupo grande dá para cruzar o Centro, passando pelo vale do Anhangabaú e pela praça da Sé, sem nenhum problema de assalto", explica Willian. "E o companheirismo também conta muito. Os ciclistas não são muito bem compreendidos nem pelos carros nem pelos pedestres. É bom estar acompanhado de pessoas que falam a mesma língua."
TEXTO: Ana Ban / Cláudia Cruz
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