Outono

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ser Mãe


Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em começar uma família'.

- Nós estamos fazendo uma pesquisa, ela diz meio de brincadeira.

- Você acha que eu deveria ter um bebe?

- 'Vai mudar a sua vida' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.

- Eu sei ela diz, nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas...'

Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que
as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar: 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio irão lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de
crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.

Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reluzi-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um
grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade.

Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebe.

Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebe está bem.

Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não maisserão rotina. Que a decisão de um menino de cinco anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no Mcdonalds se tornará um
enorme dilema.

Que ali mesmo, em meio à bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando
no banheiro.

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para
salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida - não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebe ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.

Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.

Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebe que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer.

O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

- 'Você jamais se arrependerá, digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados.

Este presente abençoado de Deus... Que é ser Mãe.

sábado, 16 de outubro de 2010

estar grávida é.....


estar grávida é.....

... ler 50 vezes o resultado positivo do exame para ter certeza que está correto.
... ficar chocada ao saber que uma gestação dura 40 semanas e não nove meses como todo mundo diz por aí.
... se pegar imaginando, por horas a fio, como será os olhos, os cabelos e a pele do filho que vai chegar.
... torcer, e muuuuuuito, para que ele nasça perfeitinho.
... nunca mais dizer "ai, se fosse meu filho!" quando encontrar uma criança tendo acessos de birra no corredor de um shopping center. ... sair na rua e só enxergar mulheres grávidas.
... ter sono, muito sono.
... esperar ansiosamente pelo dia do ultrassom, e assim que sair de lá, esperar ansiosamente pelo próximo!
... aprender a enxergar o filho nas manchas de um ultra-sonografia.
... ler muito sobre gravidez, pular o capitulo do parto (pois ainda é muito cedo pra se preocupar) e ir direto para os cuidados com o bebê. ... ir ao shopping e desejar apenas coisinhas para o filho. ... torcer para ficar barriguda.
... ficar muito esquisita e descobrir uma incrível capacidade de sentir todas as emoções em uma hora, da alegria descontrolada ao mau humor sem fim.
... acordar várias vezes de madrugada para fazer xixi.
... reparar que seu marido fica muito mais interessante como pai do seu filho e perceber que foi o único homem capaz de te presentear com tamanha alegria.
... rir sozinha ao sentir o bebê mexer, mesmo que ele te acorde várias vezes durante a noite, porque você não esta numa posição confortável para ele.
Só estando grávida pra saber o gostinho dessas coisas..

segunda-feira, 16 de agosto de 2010


Deficiente

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre."

(Mário Quintana)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Amigo


Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.

Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.

Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contruído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.

Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.

Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.

Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.

Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.

Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.

Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.

Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.

Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.

Porque as pessoas entram na sua vida.


Pessoas entram na sua vida por uma “Razão”, uma “Estação” ou uma “Vida Inteira”.
Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.

Quando alguém está em sua vida por uma “Razão”… é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.

Quando pessoas entram em nossas vidas por uma “Estação”, é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer… Acredite! É real! Mas somente por uma “Estação”.

Relacionamentos de uma “Vida Inteira” te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente. Obrigado por ser parte da minha vida.

Pare aqui e simplesmente SORRIA.

“Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro,
Ame como se você nunca tivesse sido magoado, e dance como
se ninguém estivesse te observando.”

“O maior risco da vida é não fazer NADA.”

Martha Medeiros

Você está sozinho… Em frente a TV, devora dois pacotes de doritos enquanto espera o telefone tocar.
Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha…
Triiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmm
É a sua mãe, quem mais poderia ser?
Amor nenhum faz chamadas por telepatia.
Amor não atende com hora marcada.
Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase “galinha”, sem disposição para relacionamentos sérios.
Ele passa batido e você nem aí.
Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido, desconfiado, cheio de olheiras….
E o amor dá meia – volta, volver….
Por que o amor nunca chega na hora certa?
Agora, por exemplo…
Que você está de banho tomado, com camisa e jeans?
Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana?
Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz?
Agora que você está com o coração as moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina.
Você passa uma festa inteira hipnotizando alguém que nem te enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos para você.
Ou então fica arrasado porque não foi à praia no final de semana.
Toda sua turma está lá, azarando-se uns aos outros.
Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida.
O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é redirecionar o radar, para norte, sul, leste e oeste.
Seu amor pode estar num corredor de supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole.
O amor está em todos os lugares, você que não procura direito!
A primeira lição está dada:
“O amor é onipresente!”
Agora, a segunda:
“… mas é imprevisível!”
Jamais espere ouvir “Eu te amo” num jantar à luz de velas no dia dos namorados.
Ou receber flores logo após a primeira transa.
O amor, odeia clichês.
Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde… depois de uma discussão, por você ter gostado do filme e ele não…e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovada no teste de baliza…
Idealizar é sofrer!
Amar é surpreender!
Amem sempre, pois (não é mera pieguice) tudo passa, no fim, só o amor, permanece!

Martha Medeiros

segunda-feira, 19 de julho de 2010


(Texto na Revista do Jornal O Globo)

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, ap rendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros..

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de s er indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias..

Cinco dias!

Tempo para uma massagem..

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um tr abalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.



Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o h otel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'


Martha Medeiros - Jornalista e escritora

domingo, 11 de julho de 2010

Te Desejo...

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer, não te desejo mais nada...

terça-feira, 15 de junho de 2010

sábado, 12 de junho de 2010

Namorar é muito bom!


O namoro é uma grande conquista antes do casamento
Penso que toda pessoa deva ter alguém na vida para partilhar as suas alegrias e tristezas, conversar, brincar, descontrair-se. Algumas escolhem ter muitos amigos e por isso colocam nestas relacões de amizade estas possibilidades de partilha. Mas além dos amigos, outras se sentem atraídas por alguém em especial, que lhes causa certo desejo de estarem juntos, brotando sentimentos e emoções imotivadas quando se encontram, os olhos brilham, o coração bate mais forte: acontece o enamoramento, primeiro sintoma de um amor que pode amadurecer até um casamento feliz. Isso leva tempo e é preciso explorar bem todas essas emoções, cruzar isso com a razão, polvilhar com muito diálogo e uma partilha aberta e irrestrita de vida. A isso tudo podemos chamar de namoro, uma fase a vida de quem é chamado a viver com alguém, que começa e nunca termina, pois ao terminar o namoro, acabou o amor.

Muitos casamentos entram em crises profundas pela falta de namoro. Pensam que depois que estão casados, portanto, morando juntos, isso ficou para trás. Mas é exatamente o contrário, a fase mais extraordinária do namoro é o casamento. O matrimônio proporciona a melhor hora de namorar e namorar muito se os cônjuges buscam ocasiões para estarem juntos e apreciarem a presença um do outro, passear e conversar muito, fazer planos para o futuro e para os filhos, descontrair, beijar e amar-se profundamente.

Essa é uma leitura amadurecida de um relacionamento que não deixou as dificuldades próprias da vida colocarem sombras sobre toda luz que emana de duas pessoas que se amam, que cultivaram este amor e que querem crescer juntas e terem uma vida cheia de sentido e prazer. O prazer, sobretudo o sexual, é uma graça própria do sacramento do matrimônio, fonte de alegria, como diz a Encíclica Casti Connubbi, do Papa Pio XI, a qual citei em outro artigo sobre castidade conjugal (você pode ler neste Blog).

O namoro é uma grande conquista antes do casamento e depois do casamento. Podemos até fazer comparação com o amor de Deus, que é um amor apaixonado. Estamos chegando no Dia dos Namorados e eu quero convocar os casados a reconquistarem as suas esposas ou seus maridos, convidando-os a retomarem urgentemente o namoro. Namorar é tão bom que eleva a alma a Deus, produz efeitos positivos na saúde física e psíquica da pessoa. O amor começa no namoro e tende a acabar quando o namoro para. É tempo de retomada, caprichem!

Se você não é casado ainda, e não tem namorado(a), busque a pessoa certa, o que não quer dizer perfeita, e não tenha medo de namorar, deixando o sexo para depois do casamento. A pessoa é construída pelo amor que lhe damos, se ela for receptiva. O amor nasce de encontros, de olhares, perca o medo e deixe-se levar pelas emoções, invista e insista nos sentimentos.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Mundo dá Voltas.

Como será o mundo de amanhã? O que estamos construindo? Será que temos agido com a consciência necessária para construir um mundo melhor? Ou estamos deixando tudo ao “Deus dará”, achando que nada podemos fazer para melhorar o mundo, ou pensando que não temos responsabilidade sobre o que temos feito.

Selecionei um vídeo que quero dividir com você. É um vídeo de apresentação para o Serviço de Consultoria em Responsabilidade Social Empresarial do SESI. O roteiro é da Aliança Comunicação e a produção é da empresa Quadro a Quadro:



Como pessoa, faça o seu melhor e esteja presente em ações que tornem o mundo mais agradável de viver. Como profissional, seja cuidadoso e responsável em tudo o que fizer. Como empresário, preste o melhor dos serviços para seus clientes e tenha sempre o objetivo de deixar um legado digno e respeitável para este mundo.

Pense um pouco sobre isso!

Um abraço,

Roberto Shinyashiki

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Transforme o drama em um trampolim


Quando ocorrem mais baixos do que altos na vida, o mais fácil é esmorecer.
No entanto, há quem reúna até as forças que não tem para se reerguer.


Em uma das minha viagens à Índia, encontrei o ambiente diferente. O país vivia a comoção da tragédia do tsunami, ocorrida um mês antes. Aquele sofrimento me tocou e achei que deveria ajudar. Fui a Phuket, na Tailândia, uma das regiões afetadas, e me hospedei no mesmo hotel que apareceu nos telejornais sendo invadido pelas águas. Agora, funcionava razoavelmente bem. Vi casas destruídas, jardins arrasados e centenas de árvores arrancadas. Entretanto, a lama já havia sido retirada e certa limpeza reinava. Restaurantes estavam abertos com avisos nas portas pedindo desculpas por não oferecerem a qualidade de sempre. Haveria um show da MTV tailandesa com os artistas mais importantes do país, cuja renda seria destinada às vítimas e à reconstrução de toda a região. Comida, artesanato e brinquedos eram vendidos.

O vice-prefeito da cidade me mostrou o plano emergencial de recuperação. Nos primeiros dias, a prioridade foi salvar vidas. As companhias aéreas tailandesas transportaram gratuitamente de volta para casa os turistas. Perguntei como poderia colaborar e ele me olhou firmemente e disse: “Fale da beleza deste lugar às pessoas que encontrar. Conte como lutamos para reconstruir as nossas vidas”.

A dor dos tailandeses não os impediu de enfrentar a tragédia. Na Índia, o povo deixou-se levar por ela e demorava para reagir. Na volta ao Brasil, pensei na diferença de atitude entre esses dois povos. Não tenho o direito de julgar o sofrimento de ninguém. Analiso levando em conta apenas as reações dos habitantes de cada país atingido pelo tsunami. Por que os tailandeses foram rápidos, e os indianos, passivos?

Transferi a reflexão para a nossa vida. Às vezes, tudo dá errado. Você monta seu consultório com capricho, sofre para pagar equipamentos e, nos primeiros meses, quase nenhum paciente aparece. Batalha para fechar uma venda, mas o cliente assina contrato com outro fornecedor. Prepara uma aula fantástica para os alunos e eles nem prestam atenção. Numa situação assim, há dois caminhos: permitir que o problema lhe paralise ou fazer do drama um trampolim. Vá na segunda alternativa.

Use a “regra 10 para 1”

Não adianta se torturar com uma autocrítica feroz. Convide o seu companheiro(a) para sair. Se até o romance acabou, chame os amigos mais divertidos, fale sobre outros assuntos, paquere bastante. Mirar o futuro é a melhor maneira de esquecer o passado. No dia seguinte, pratique a “regra 10 para 1”. Para cada coisa que não deu certo, faça dez para dar certo.

Hoje, eu me dou ao luxo de escolher meus clientes. No começo, não foi assim. Ocorreu de eu organizar um seminário para 30 pessoas e haver apenas 3 inscritos. Quase desisti. No entanto, usei a “regra do 10 para 1”. Para cada cancelamento, dei dez telefonemas. Liguei para amigos e familiares pedindo indicações de possíveis participantes. A sala quase lotou.

Todos nós nos sentimos na última colocação em algum momento. Contudo, o perdedor fica olhando para o que perdeu, enquanto o vencedor chora, levanta a cabeça e volta à luta. Por pior que seja a situação, comece a fazer planos para o futuro e converse sobre eles com as pessoas mais próximas. Se olhar para a frente, não vai deixar que um fracasso atrapalhe seu projeto de ser feliz.

Roberto Shinyashiki
É psiquiatra e autor de diversos best-sellers, como O sucesso é ser feliz.
Artigos: www.shinyashiki.com.br

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O Pequeno Principe

E foi então que apareceu a raposa:

- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita…
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:

- Que quer dizer “cativar”?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer “cativar”?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa “criar laços…”
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor… eu creio que ela me cativou…
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra…
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.

Mas a raposa voltou à sua idéia.

- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

- Por favor… cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto…

No dia seguinte o principezinho voltou.

- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse…
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.

Depois ela acrescentou:

- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.

Foi o principezinho rever as rosas:

- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.

E as rosas estavam desapontadas.

- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:

- Adeus, disse ele…
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…
- Eu sou responsável pela minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

mor


"... O amor é o vínculo da perfeição..." (Colossenses 3:14)



Aproveitando o mês de Junho, quando se comemora o dia dos namorados, vamos refletir um pouquinho sobre o "AMOR" que tanto as pessoas buscam encontrar.



Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado.Tem algum médico aí??


Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho, amigo etc. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.


Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.

Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito, amizade e lealdade. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência. É preciso que haja Deus na vida de uma casal.


Amor, só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações.


Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.


Amar, só, é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra ou posicólogo (recomendo Jesus Cristo). Não adianta, apenas, amar.


Entre casais que se unem visando a longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, “solamente”, não basta.


Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.

O amor é grande mas não é dois. É preciso convocar Jesus Cristo e uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio, sozinho não se basta.



Um bom Amor aos que já têm!

Um bom encontro aos que procuram!

E felicidades a todos nós!

FELIZ DIA DOS NAMORADOS

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Dicas para escolher o presente certo no Dia dos Namorados

A criatividade e o romantismo são os diferenciais dos presente
Busca

Saiba mais na Internet sobre:

Faça sua pesquisa na Internet:

Faltam pouco para o Dia dos Namorados e você ainda não sabe o que dar para o seu amor? Por mais intimidade que se tenha, por mais que um conheça o outro, a escolha do presente é sempre preocupante.

Segundo Heloísa Sundfeld, diretora da Help Personal Assistant, empresa que presta consultoria e assistência pessoal para pessoas que têm dificuldade com o tempo no dia-a-dia, algumas dicas podem facilitar a escolha dos presentes e agradar tanto a eles quanto a elas.

"A data é muito íntima, deve-se pensar com muito carinho no presente, que não precisa necessariamente ser caro. Muitas vezes cometemos o erro de comprar um artigo de grife, caríssimo, e que não tem nada a ver com a pessoa", alerta Heloísa. Um cartão com palavras sinceras e românticas pode fazer a diferença em um presente simples.

Ainda de acordo com Heloísa, o ideal na hora da escolha é prestar atenção nas dicas que o namorado ou a namorada possam dar no dia-a-dia e buscar opções que possam ser exatamente o que a outra pessoa gostaria de ganhar. "Assim não tem como errar, a escolha será perfeita", afirma.

"É muito importante que a própria pessoa vá comprar o presente, não se deve delegar essa função para parentes, amigos ou mesmo empregados", pontua Heloísa.

Presentear a namorada ou o namorado com um utensílio doméstico, por exemplo, é um erro grave. "Esta é uma data romântica e um objeto para a casa é prático, tanto no conceito de uso como no de criatividade", diz Heloísa.

Uma dica é preparar um jantar especial com o prato preferido da pessoa e uma sobremesa sensacional. "Se um dos dois mora sozinho, melhor ainda. Uma mesa caprichada, bem decorada com ambiente a luz de velas não tem quem resista", explica a consultora.

Para as mulheres, a variedade é muito grande. O importante é o carinho colocado no presente no momento da compra. Há várias opções de jóias, roupas, que vão desde peças para ir à academia até aquela lingerie super sexy. Só depende do homem escolher o que a namorada gostará mais.

Para eles a variedade de objetos pessoais é bem menor, mas sempre é possível acertar e surpreender. É só ficar atenta aos comentários. O objeto de desejo pode ser uma calça, camisa, um sapato, ou aquela pasta especial para o trabalho que ele não comprou por achar que poderia gastar o dinheiro em uma outra coisa mais útil. Essa é a hora de agradar o namorado com algo que ele realmente deseja.

Dicas para facilitar a escolha dos presentes
1) É preciso prestar atenção nas "dicas" que o (a) namorado (a) pode dar nos dias antecedentes à data
2) A criatividade e o romantismo são os grandes diferenciais na escolha do presente
3) Artigos de grife não garantem que a pessoa vá gostar do que ganhou
4) Um cartão com palavras sinceras e românticas pode fazer a diferença em um presente simples.
5) Preparar um jantar especial com a comida preferida do namorado ou da namorada é uma boa opção para quem não quer ou não pode gastar muito dinheiro
6) Por ser uma data muito íntima, presentes como objetos domésticos devem ser evitados
7) Não se deve delegar a função da compra do presente para terceiros
8) O importante é o carinho colocado na hora da compra
9) As sugestões de presentes para mulheres são brincos, anéis, pulseiras, relógios, podem ser jóias, semi-jóias ou mesmo bijuterias, roupas, artigos de academia e até mesmo lingeries.
10) Para os homens o objeto de desejo pode ser uma calça, camisa, um sapato, ou aquela pasta especial para o trabalho que ele não comprou por achar que poderia gastar o dinheiro em uma outra coisa mais útil.

Serviço:
Help Personal Assistant
www.personalassistant.com.br

Dicas para escolher o presente certo no Dia dos Namorados



A criatividade e o romantismo são os diferenciais dos presente
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Faltam pouco para o Dia dos Namorados e você ainda não sabe o que dar para o seu amor? Por mais intimidade que se tenha, por mais que um conheça o outro, a escolha do presente é sempre preocupante.

Segundo Heloísa Sundfeld, diretora da Help Personal Assistant, empresa que presta consultoria e assistência pessoal para pessoas que têm dificuldade com o tempo no dia-a-dia, algumas dicas podem facilitar a escolha dos presentes e agradar tanto a eles quanto a elas.

"A data é muito íntima, deve-se pensar com muito carinho no presente, que não precisa necessariamente ser caro. Muitas vezes cometemos o erro de comprar um artigo de grife, caríssimo, e que não tem nada a ver com a pessoa", alerta Heloísa. Um cartão com palavras sinceras e românticas pode fazer a diferença em um presente simples.

Ainda de acordo com Heloísa, o ideal na hora da escolha é prestar atenção nas dicas que o namorado ou a namorada possam dar no dia-a-dia e buscar opções que possam ser exatamente o que a outra pessoa gostaria de ganhar. "Assim não tem como errar, a escolha será perfeita", afirma.

"É muito importante que a própria pessoa vá comprar o presente, não se deve delegar essa função para parentes, amigos ou mesmo empregados", pontua Heloísa.

Presentear a namorada ou o namorado com um utensílio doméstico, por exemplo, é um erro grave. "Esta é uma data romântica e um objeto para a casa é prático, tanto no conceito de uso como no de criatividade", diz Heloísa.

Uma dica é preparar um jantar especial com o prato preferido da pessoa e uma sobremesa sensacional. "Se um dos dois mora sozinho, melhor ainda. Uma mesa caprichada, bem decorada com ambiente a luz de velas não tem quem resista", explica a consultora.

Para as mulheres, a variedade é muito grande. O importante é o carinho colocado no presente no momento da compra. Há várias opções de jóias, roupas, que vão desde peças para ir à academia até aquela lingerie super sexy. Só depende do homem escolher o que a namorada gostará mais.

Para eles a variedade de objetos pessoais é bem menor, mas sempre é possível acertar e surpreender. É só ficar atenta aos comentários. O objeto de desejo pode ser uma calça, camisa, um sapato, ou aquela pasta especial para o trabalho que ele não comprou por achar que poderia gastar o dinheiro em uma outra coisa mais útil. Essa é a hora de agradar o namorado com algo que ele realmente deseja.

Dicas para facilitar a escolha dos presentes
1) É preciso prestar atenção nas "dicas" que o (a) namorado (a) pode dar nos dias antecedentes à data
2) A criatividade e o romantismo são os grandes diferenciais na escolha do presente
3) Artigos de grife não garantem que a pessoa vá gostar do que ganhou
4) Um cartão com palavras sinceras e românticas pode fazer a diferença em um presente simples.
5) Preparar um jantar especial com a comida preferida do namorado ou da namorada é uma boa opção para quem não quer ou não pode gastar muito dinheiro
6) Por ser uma data muito íntima, presentes como objetos domésticos devem ser evitados
7) Não se deve delegar a função da compra do presente para terceiros
8) O importante é o carinho colocado na hora da compra
9) As sugestões de presentes para mulheres são brincos, anéis, pulseiras, relógios, podem ser jóias, semi-jóias ou mesmo bijuterias, roupas, artigos de academia e até mesmo lingeries.
10) Para os homens o objeto de desejo pode ser uma calça, camisa, um sapato, ou aquela pasta especial para o trabalho que ele não comprou por achar que poderia gastar o dinheiro em uma outra coisa mais útil.

Serviço:
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A alegria de estar junto

Pertencer e estar integrado ao lugar onde você trabalha, mora ou se diverte garante equilíbrio emocional e dá sentido até às atividades mais simples. Agora você vai conhecer gente que sentiu a força transformadora de acolher e de ser acolhido.

Um ser humano precisa de outro para sobreviver. Essa afirmação não é exagerada, pois você faz parte de vários grupos diferentes: no trabalho, na família, na igreja, no clube, na vizinhança, na escola, quase todas as atividades do dia-a-dia envolvem a convivência com outras pessoas. Esse instinto de pertencer a um grupo foi esquematizado na década de 50 pelo psicólogo americano Abraham Maslow. Segundo ele, primeiro temos de satisfazer nossas necessidades fisiológicas (comer, beber, respirar), depois as de segurança (ter casa, roupas) e, em terceiro lugar, está o conforto do pertencimento, isto é, o bem-estar de perceber-se integrado, adaptado, acolhido. Só então estamos aptos a desenvolver a capacidade de aprender e ter atividades que incluam nossos semelhantes.

MÚLTIPLAS POSSIBILIDADES

Consegue se sentir melhor quem identifica os valores de cada grupo e se adapta a eles e, a quanto mais grupos a pessoa pertencer, mais facilidade terá para se sentir acolhida. O consultor de desenvolvimento humano Eugênio Mussak, também formado em medicina e biologia, usa o futebol para explicar isso. "Existem pessoas que têm relações ruins em casa e no trabalho e que se apegam muito ao futebol. Quando seu time perde, perdem também seu ponto de referência mais importante. Por isso, às vezes torcedores saem quebrando tudo. Porém, se eu pertenço à minha família, à minha universidade, às empresas onde dou palestras, aos grupos de amigos, de parceiros de trabalho, quando o time perde, minha vida não muda. Pois pertenço a tantas turmas que, quando uma delas falha, não faz mal, tenho outros pontos de apoio emocional", diz o consultor.

Além dos aspectos individuais, pertencer a um grupo pode gerar iniciativas que beneficiam e incluem muita gente. O arquiteto Roberto Loeb, de São Paulo, por exemplo, engajou-se em projetos voluntários. "Há cerca de dez anos, dedico uma parte do meu tempo a projetos sociais, que pretendem dar acolhimento digno a pessoas muito carentes, para que se recuperem e possam voltar a participar da sociedade. Um deles é o Projeto Anchieta, que prevê a construção de moradias e centros de educação e lazer em um terreno de 240 mil m2 no bairro de Capela do Socorro, na Zona Sul da capital paulista. Atualmente, o projeto funciona de maneira provisória, atendendo a 300 crianças da região", conta ele.

Também com colegas do escritório, Loeb está criando um galpão para tornar mais digna a vida dos moradores de rua. É o Projeto Boracéa, encampado pela prefeitura de São Paulo. "Fiz vários encontros com as pessoas que usarão o abrigo e projetei o espaço para atender a suas necessidades. Por exemplo, a área reservada para os carrinheiros é dividida em vagas onde poderão se acomodar com seu carrinho e seu cachorro, que geralmente é o único ser com quem mantêm um laço afetivo. Depois, vamos criar oficinas profissionalizantes. Acredito que a convivência no abrigo possa reestruturar a auto-estima, para que as pessoas voltem a viver em sociedade", conclui Loeb.

A seguir a história de outros acolhidos e acolhedores.

É bom ter com quem contar

Denise Ferreri, 23 anos, estudante de administração e marketing, com freqüência precisa sair mais cedo da aula para ir encontrar seus amigos jipeiros, senão ela fica triste.

Há cerca de um ano, Denise é uma participante ativa do grupo JipeNet, que tem lista de discussão na internet e reuniões ao vivo em São Paulo, toda quinta-feira à noite. Durante as horas supercurtidas por todos, eles discutem equipamentos e combinam as trilhas que farão no fim de semana. "Eu tenho um jipe. Cheguei ao grupo porque fui buscar informações sobre equipamentos, mas descobri muito mais: um companheirismo e um respeito difíceis de encontrar", conta.

Ela, que é solteira e não tem namorado, sentiu-se à vontade entre pessoas que já são mais maduras, têm família e estão ali só mesmo para falar de jipes e passeios. Fora do grupo, é difícil encontrar quem entenda por que ela gosta de se enfiar no mato e chegar em casa coberta de lama. "No começo, achavam que eu estava lá de brincadeira porque a maior parte das mulheres vai por causa do companheiro. Mas logo me enturmei", lembra Denise. "O melhor é saber que tenho um grupo em quem confiar, no qual há solidariedade e nenhuma competição. A estrada pode ser difícil, mas a gente sabe que sempre vai ter com quem contar", conclui.

Ter amigos melhora a rotina

A administradora de empresas Regina Barretto Moore, 29 anos, casou-se com o americano John em 1997 e mudou-se para os Estados Unidos. A adaptação não foi fácil. "Quando cheguei, fui morar bem no norte do país. Era uma cidade pequena, fazia muito frio, e eu ficava sozinha a maior parte do tempo. Fiz um curso de preparação para o MBA, mas só havia asiáticos na sala e eu não me enturmei. Busquei um grupo de trabalho voluntário e ali conheci outras pessoas da América Latina, que tinham mais a ver comigo, e consegui me integrar melhor", conta. Depois, Regina foi morar em Miami, ao sul, e de novo precisou achar sua turma. Entrou na universidade e se deu bem com os colegas estrangeiros. Mas, depois que o curso acabou, eles voltaram para seus países e ela sentiu falta de companhia de novo.

Com um filho pequeno, começou a freqüentar um grupo de mães que se reúnem para falar sobre o desenvolvimento infantil. "Claro que não vou lá só para conversar sobre a maternidade, mas para ter a companhia de gente em situação parecida com a minha. Organizamos passeios e saímos juntas durante a semana. Sem fazer parte de um grupo como esse seria difícil me sentir bem tão longe de meu país", diz.

Reunir as pessoas em torno de objetivos comuns

Quando não existe um grupo que atenda a suas necessidades, é possível criar um. Vera Mazzola, 53 anos, professora aposentada, é muito comunicativa, conhece a vizinhança e era voluntária na igreja do bairro. Há dois anos, precisou reduzir suas atividades fora de casa para cuidar da mãe doente. Mas nem por isso ficou isolada.

Vera mora em um prédio na Zona Oeste de São Paulo e, insatisfeita com a decoração do hall de entrada, juntou-se a outra moradora e convocou uma reunião para discutir o assunto. Uma dezena de vizinhas compareceu ao primeiro encontro. Apesar de concluírem que não tinham dinheiro para as mudanças, ao ver toda aquela gente junta Vera viu a oportunidade de formar um grupo dentro do prédio e fazer melhorias, como uma brinquedoteca ou a implantação do programa de reciclagem de lixo. Elas se reúnem uma vez por mês, e Vera organiza tudo: coloca no computador as pautas e as atas dos encontros e encarrega-se de colocar mensagens de incentivo todos os dias no elevador. Além disso, todas estão sempre atentas ao afeto. "Mandamos flores quando uma das moradoras perdeu o marido, por exemplo. Quero que as pessoas se sintam acolhidas aqui e que haja espaço para a amizade", conta.

A convivência eleva a auto-estima

Há três anos, Delaine Romano coordena a oficina de reciclagem de papel e produtos da Coopamare, uma cooperativa de catadores autônomos de papel e materiais recicláveis, da capital paulista. É um curso de capacitação profissional para filhos dos catadores, jovens de 16 a 21 anos. Durante cinco meses, cinco dias por semana, enquanto aprendem a fazer objetos de papel reciclado, eles treinam a convivência em grupo. "Chegam tímidos, com idéia de que não servem para nada e que só dão despesas aos pais. Mesmo tendo família e freqüentando a escola, não costumam ter outra atividade. Com a convivência, passam a se preocupar uns com os outros, descobrem talentos, aprendem a participar de atividades sociais", conta a professora.

Os jovens saem do curso com a auto-estima elevada, orgulhosos por terem aprendido a fazer algo, alguns viram monitores da oficina. "Quando fiz o curso, em 2000, era quieta e me achava incapaz de fazer os objetos de papel, achava que nunca conseguiria e hoje isso é uma terapia", diz a monitora Iasame Alves Campos, 18 anos.

Mais segurança e companheirismo

Encontrar gente com os mesmos interesses pode acontecer de maneira espontânea. Como ocorreu na vida de Willian Cruz, 28 anos, gerente de informática. Há alguns anos, resgatou uma paixão de infância - andar de bicicleta - e começou a fazer passeios noturnos, às vezes com um colega de trabalho, mas quase sempre sozinho. Até que cruzou com um grupo de ciclistas, todos de capacete como ele, e se aproximou. Era o Starbikers, que se reúne para pedalar à noite em São Paulo. A partir daquele dia, o passatempo de Willian nunca mais foi solitário, hoje pratica seu hobby acompanhado de 20 a 40 pessoas. "Andar de bicicleta em São Paulo não é muito seguro, porém em um grupo grande dá para cruzar o Centro, passando pelo vale do Anhangabaú e pela praça da Sé, sem nenhum problema de assalto", explica Willian. "E o companheirismo também conta muito. Os ciclistas não são muito bem compreendidos nem pelos carros nem pelos pedestres. É bom estar acompanhado de pessoas que falam a mesma língua."

TEXTO: Ana Ban / Cláudia Cruz

sábado, 29 de maio de 2010

Ao amado Dom Moacyr




Li na Folha (22/5) sua afirmação de que sou frágil e não tenho perfil para a Presidência da República. No início, fiquei triste. Já tinha ouvido algo parecido do senhor, de forma carinhosa, mas ler assim como está no jornal tem outro peso. Refletindo mais, reconciliei-me com sua mensagem.

Quando ando por aí, muitos me dizem que minha luta é de Davi contra Golias. Então vamos conversar sobre passagens bíblicas, que conhecemos bem. Elas se completam e iluminam o que quero dizer. Quando Saul terminava seu reinado, Deus mandou o sacerdote e profeta Samuel ungir novo rei entre os muitos filhos de Jessé. O profeta procurou entre os mais belos, os mais fortes e os mais habilidosos, mas Deus descartou todos. Jessé lembrou então de Davi, o seu filho mais novo, que pastoreava ovelhas. O profeta o achou muito fraquinho, meio esquisito. Mas Deus ordenou que o ungisse rei dos israelitas, porque olhava para o seu coração, e não para a sua aparência.

Foi assim que Davi foi escolhido para ser rei. E logo provou seu valor ao enfrentar Golias, o gigante filisteu, guerreiro acostumado a usar escudo, capacete e armadura e a manejar a espada. O jovem Davi, aparentemente fraco e sem muito preparo para aquele tipo de duelo, ganhou a luta porque não tentou usar a armadura de Saul, que lhe fora ofertada e nem lhe cabia direito. Usou sua própria arma, a funda, e ali colocou a pedra para jogá-la no lugar certo, na testa do gigante.

Assim como o senhor, dom Moacyr, Samuel era homem corajoso, temente a Deus, preparado para o sacerdócio desde um ano de idade. O senhor é muito importante na minha vida, da mesma forma que Samuel foi na vida de Davi. E está me vendo com olhos cuidadosos, preocupados com circunstâncias que talvez me causem sofrimento.

Mas, como sabe por experiência própria, não podemos ficar presos às circunstâncias. Quando o senhor chegou ao Acre, aos 36, enfrentou os poderosos e ficou do lado de Chico Mendes e de todos os que eram aparentemente fracos e despreparados para enfrentar os gigantes das motosserras. Como me ensinou, não me intimido com as circunstâncias e procuro me encontrar com o que está no coração de homens e mulheres sinceros, que, como o senhor, buscam fazer o melhor, apesar das dificuldades e riscos.

Aprendi com o senhor boa parte dos valores que me guiam, entre eles não vergar a coluna às pressões dos interesses espúrios.
Por favor, meu amado irmão, não me diga agora que esses valores não servem para governar o Brasil e me fragilizam. Tranquilize-se: eles são e continuarão sendo a minha força e a minha funda diante dos desafios, qualquer que seja o tamanho deles.

Publicado originalmente na Folha de S. Paulo em 24 de maio de 2010.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Saber Viver.


Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar
Cora Coralina

Amanhã, Apaixonese!


Amanha, apaixone-se. Porque o dia seguinte é o dia mais importante da sua vida. É no dia seguinte, que sabemos se o dia de ontem valeu a pena;É no dia seguinte que acordamos para a realidade ou dormimos no sonho.A vida da gente começa no dia seguinte.
E só existe uma maneira de viver: Apaixonadose! Por isso dance, dance como se ninguém estivesse vendo você;Trabalhe como se não precisasse do dinheiro. Corra como se não houvesse a chegada. Ame como se nunca tivesse sido magoado antes. Acredite como se não houvesse frustração. Grite como se ninguém estivesse ouvindo. Beije como se fosse eterno.
Sorria como se não existissem lagrimas. Abrace como se fossem todos amigos. Durma como se não houvesse amanhã. Crie como se não existisse critica. Vá como se não precisasse voltar. Acorde como se nunca mais você fosse dormir de novo. Faça a próxima viagem como se fosse a ultima. Vista-se como se não conhecesse espelhos. Proponha como se não existisse as recusas.
Brinque como se não tivesse crescido. Levante como se não tivesse caído.Case como se não houvesse outra. Mergulhe como se não houvesse medo. Ouça como se não existisse o certo ou o errado. Fale como se não existisse o certo ou o errado. Aprecie como se fosse eterno. Viva como se não houvesse fim.
Prefira ser em vez de ter. Sentir em vez de fingir. Andar em vez de parar. Ver em vez de esconder. Abrir em vez de fechar. Apaixonar-se é um exercício de jardinagem, arranque o que faz mal;Prepare o terreno, semeie, seja paciente, espere;regue e cuide, terá um jardim.
Mas esteja preparado porque haverá pragas e seca ou excesso de chuvas. Se desistir não terá um jardim, terá um descampado. A paixão não se vê, não se guarda, não se prende;Não se controla, não se compra, não se vende, não se fabrica;A paixão é a diferença entre o sucesso e o fracasso. Entre a duvida e a certeza. Entre aqueles que gostam do que fazem daqueles que fazem o que gostam.
Apaixonados não esperam, agem. A paixão é o que faz coisas iguais serem diferentes. Lembre-se que a arca de Noé foi construída por apaixonados. Que nada conheciam de navegação e embarcação. E o Titanic foi feito por engenheiros profissionais, fabulosos;que queriam mostrar seu poder. Amanha, quando acordar, pense se hoje valeu a pena e apaixone-se Porque em 24 horas você vai entrar no dia mais importante da sua vida:O dia seguinte...

O Amor

Amor, Perdas, Partidas e Saudade.

Mosaicos

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Borboletas




Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de
se decepcionar é grande.

As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
Mário Quintana

Um dia...


Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas
as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
Mário Quintana

terça-feira, 25 de maio de 2010

http://www.youtube.com/watch?v=R8mhDajnQto&feature=player_embedded

Um Dia Você Aprende


Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"
William Shakespeare

Morre Lentamente


QUEM MORRE?


Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo

Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias os mesmos trajeto,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou
Não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, Justamente as que resgatam o brilho dos
Olhos e os corações aos tropeços.

Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, Fugir dos conselhos sensatos...

Viva hoje !
Arrisque hoje !
Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !

NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ
Martha Medeiros

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Cativar



Categoria: Livros
Gênero: Literatura & Ficção
Autor: Antoine de Saint Exupéry
"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho
que se voltou mas não viu nada.


- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho.
Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo,
propôs o príncipe, estou tão triste...


- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer "cativar" ?
- Tu não és daqui, disse a raposa.
Que procuras?


- Procuro amigos, disse.
Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida,
disse a raposa. Significa "criar laços"...
- Criar laços?


- Exatamente,disse a raposa.
Tu não és para mim senão um garoto
inteiramente igual a cem mil outros garotos.
E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.
Mas, se tu me cativas,
nós teremos necessidade um do outro.
Serás pra mim o único no mundo.
E eu serei para ti a única no mundo...


Mas a raposa voltou a sua idéia:
-Minha vida é monótona.
E por isso eu me aborreço um pouco.
Mas se tu me cativas,
minha vida será como que cheia de sol.


Conhecerei o barulho de passos
que será diferente dos outros.
Os outros me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora como música.
E depois, olha!
Vês, lá longe, o campo de trigo?
Eu não como pão. O trigo para mim é inútil.
Os campos de trigo não me lembram coisa alguma.
E isso é triste!


Mas tu tens cabelo cor de ouro.
E então serás maravilhoso
quando me tiverdes cativado.
O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti.
E eu amarei o barulho do vento do trigo...


A raposa então calou-se e
considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera disse o príncipe,
mas eu não tenho tempo.
Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.


- A gente só conhece bem
as coisas que cativou, disse a raposa.
Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma.
Compram tudo prontinho nas lojas.
Mas como não existem lojas de amigos,
os homens não têm mais amigos.
Se tu queres uma amiga, cativa-me!
- Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa.
Mas tu não a deves esquecer."

terça-feira, 18 de maio de 2010

Encerrando ciclos


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Movimento dos Sem-Namorados


Pelo segundo ano, está no ar o Movimento dos Sem- Namorados, uma ideia do site de relacionamento ParPerfeito. A experiência do ano passado deu tão certo, que os organizadores querem repeti-la com aumento significativo de adesões. Funciona assim: um mês antes do Dia dos Namorados, portanto desde o dia 12 de maio, entrou em atividade de novo este movimento, que tem um site específico, e que convida homens e mulheres sem parceiros para um ato público em São Paulo e outro no Rio. No ano passado, as duas manifestações reuniram cerca de 3,5 mil pessoas. Este ano, são esperadas muitas mais. Pelo menos o dobro. O intuito principal é que estas pessoas solitárias possam passar o Dia dos Namorados acompanhadas.

Na verdade, trata-se de um protesto, bem humorado e divertido, contra a dificuldade destas pessoas de encontrarem um par, seja ele de que sexo for. E não é pouca gente no Brasil. O último censo do IBGE, de 2000, portanto bastante desatualizado, levantou mais de 74 milhões de solteiros no País. É gente de montão. Espero que não atendam todos ao mesmo tempo ao chamado do ParPerfeito...

Em São Paulo, o Movimento Sem Namorados está programando a manifestação para o sábado, dia 29 de maio, no Parque do Ibirapuera. A concentração será na Arena de Eventos, próxima ao Portão 10, que fica em frente à Assembleia, às 14h. No Rio de Janeiro, a passeata será no domingo, dia 30, na Praia de Copacabana. Os participantes se reunirão às 14h, no Posto 6, e seguirão em direção ao Posto 4. Nas duas cidades, os encontros serão embalados por uma banda que tocará sambas, marchinhas e música romântica. E haverá brincadeiras para quebrar o gelo e aproximar as pessoas.

Conversei com Clarissa Assumpão, gerente de Desenvolvimento de Negócios do Match LatAm, o braço brasileiro de uma multinacional de comunicação, formada da junção da americana Match com a francesa Meetic, com sede do Rio, e que tem vários produtos na internet na área de relacionamentos: o ParPerfeito, o G Encontros, para o universo gay, e o DinivoAmor, para o mundo evangélico. Em todos, o conceito é que as pessoas encontrem seus pares.

Clarissa conta que o ParPerfeito já tem dez anos e cerca de 21 milhões de usuários cadastrados. De lá surgiu a ideia do Movimento dos Sem Namorados, que não foi copiada de nada que exista fora. Pelo contrário. O resultado do movimento do ano passado foi levado para o Match internacional, onde fez o maior sucesso, embora ainda não tenha sido replicado fora do País.

O movimento tem um site, que fica no ar o ano inteiro, mas que é ativado a partir do mês anterior ao Dia dos Namorados. E onde este ano foram adicionadas duas novidades: uma área para protestos, reclamações pelo estado de solidão, postados online, e outra área que dá dicas para que os usuários montem um movimento em suas cidades.

Se o esforço dá certo? Até que dá. No ano passado foram formados 53 novos casais entre os movimentos do Rio e São Paulo. Muitos até escreveram depois para o site para agradecer. Perguntei a Clarissa se o site oferece uma tribuna para debates sobre o porquê de haver tantos solteiros no Brasil. Ela conta que não há esta preocupação, já que os usuários são muito empenhados e focados, e querem apenas encontrar seu par. E, pasmem, há mais homens interessados nisso que mulheres. Mesmo em número equilibrado - 51% eles e 49% elas - os moços solitários parecem mais aflitos. Levando em conta que há um pouco mais de mulheres do que homens no Brasil, segundo os censos mais recentes, a posição dos homens, relativamente, fica aumentada.

Me pergunto se tem alguém aproveitando todos estes dados levantados por estas iniciativas dos sites de relacionamento, para traçar o perfil desta nova sociedade pós-internet. Porque tudo o que a gente sabia e pensava não vale mais.

De qualquer maneira, torço para que todos estes solitários à procura de formar um casal se dêem bem e encontrem se não o par que sonharam, porque às vezes as exigências são altas demais, pelo menos alguém que os surpreenda, os desconcerte, e com isso, os seduza.

Boa sorte.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Necessaire BBB - Boa, Básica e Barata.


Tenho umas idéias para ajudar a montar uma necessaire ótima e pratica com apenas oito produtos e custando somente R$ 100,00! Sei que cem reais muitas vezes muito dinheiro, mas isto não precisa ser gasto de uma só vez, é aos poucos que vamos montando a nossa sacolinha, e não precisa ser cheia de marcas caras. O bom nem sempre tem que ser coisas da MAC, podemos achar muitas coisas legais que não vão nos falir. Então vamos lá!


1 – O primeiro e primordial é uma boa base, para uniformizar a pele. É necessário que você compre uma base do mesmo tom que sua pele (quando for comprar teste a base na testa ou maxilar, nunca no dorso da mão). Uma legal é a base liquida da Mary Kay que custa 26,00. E lembre-se a base sempre irá ser uma das coisas mais carinhas mas vale a pena.


2 - É também importantíssimo ter um bom corretivo para disfarçar olheiras, manchas no rosto além de dar um ótimo acabamento a maquiagem. O corretivo deve ser escolhido sempre um tom mais claro que o seu tom de pele. Dica: Corretivo da Yes R$ 13,90


3 – E para o acabamento final da pele é necessário um pó compacto . Este produtinho irá lhe ajudar durante todo o dia retirando o e dando a sensação de pele mais aveludada. Pó Compacto Vult R$ 13,00

4 – Depois desse acabamento todo o rosto fica meio com cara de morto, e agora é que vem o maravilhoso blush ele é fundamental para dar uma cor à pele, aquele ar de "menina saudável. Dica BBB: Blush Cremoso Vult R$ 12,00


5 – Claro que não poderíamos esquecer a sombra,, ideal para fazer um olhar bem marcante ou então discreto. Este é bem diferente de acordo com o gosto de cada pessoa. Existem diversos tipos de sombras, podem ser em pó, compactas, em bastão, líquidas e por ai vai. Mas para uma necessárie é melhor as compactas em duo e em tons neutros. Duo de Sombras Vult R$ 6,00


6 - Um delineador tenho certeza que a maioria já tem aquele que amam, e se não tem corram para comprar, é com esse amiguinho que deixam o nosso olhar mais sensual e marcante. Lápis Preto Kajal Natura R$ 35,00



7 – O rimel é um dos produtos mais importantes em minha opinião, não saio sem ele. Ele é aquele que nas horas de correria é só colocar junto com o blush e gloss e pronto! Máscara Super Shock Avon R$ 19,00


8 – E finalmente para terminar com chave de ouro e poder fechar nossa nessesárie precisamos, claro do amado, querido e idolatrado batomque pode ser do nude até o vermelho, dependendo do tom da sua maquiagem e do seu gosto também. Batom Vult R$ 7,00

Agora é só colocar tudo numa linda nessessárie e pronto podemos sair despreocupadas, lindas e sem pesar no bolso.

Bjinhos!!!! E até a próxima!!!!(esse post foi um dos que fiz para a Dani do Made in Brazil, mas achei legal colocar aqui também)